Vejo pouca gente falando sobre suas convicções ou interesses sobre espiritualidade por estas bandas virtuais, pelo menos nos círculos que eu frequento.
Ontem recebi duas referências que podem interessar mesmo àqueles que subscrevem ao ditado: “no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.
A Zahar, uma editora de destaque no campo das humanidades, está lançando A Bíblia: Um Diário de Leitura do jornalista Luiz Paulo Horta.
A outra referência é a versão do Pai Nosso que segue abaixo, traduzida do aramaico e enviada por um amigo sociólogo. Ele não tinha a referência do texto original e a informação de quem fez a tradução, mas disse que recebeu o texto de um amigo psiquiatra que “morou pelas bandas de Israel muito tempo” e se distrai garimpando material desse tipo.
Independente da “historicidade” da tradução, é um texto bonito em si e também por revelar o sentido das palavras da oração corrente que foi sendo encoberto pela repetição maquinal.
Ó Força Procreadora! Pai-mãe do Cosmos,
Focaliza Tua Luz dentro de nós,tornando-A útil.
Crea teu reino de Unidade, agora-
O Teu desejo Uno atue então com o nosso,
Assim como em toda luz
E em todas as formas.
Dá-nos todos os dias o que necessitamos
Em pão e entendimento.
Desfaz os laços dos erros que nos prendem,
Assim como nós soltamos as amarras
Com que aprisionamos
A culpa dos nossos irmãos.
Não permitas que as coisas superficiais nos iludam
Mas libera-nos de tudo o que nos detém.
De Ti nasce toda vontade reinante,
O poder e a força viva da ação,
A canção que se renova de idade
Em idade e a tudo embeleza.
Verdadeiramente – poder a esta declaração -
Que possa ser o solo do qual crescem
Todas as minhas ações. Amén.